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Gestão de Ativos de TI e Monitoramento

Olá pessoal,

Hoje um assunto sério para administradores e analistas de infraestrutura de TI – Gestão de Ativos e Monitoramento!

É imprescindível ter o controle de seu ambiente de TI, isso é muito recomendável e uma das coisas iniciais e mais básicas nos frameworks de governança de TI, tal como o ITIL.

Gestão de Ativos

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A gestão de ativos refere-se a gestão de todo o ciclo de vida de um ativo, desde sua aquisição até o seu descarte. Neste tipo de gestão devem ser considerados todos os controles necessários para garantir o registro de detalhes e valores de um ativo, que devem estar condizentes com os dados registrados no sistema/software utilizado, e deve garantir o controle de entrada e saída, reposições e reconciliação do balanço do estoque. Normalmente uma organização pode considerar o Ciclo_PDCA para criar seu processo de gestão de ativos.

Benefícios

A gestão de ativos é fundamental para priorizar investimentos e concentrar esforços nos ativos mais críticos, que sustentam os processos da organização.

Desta forma, cada organização poderá focar nos benefícios que trarão maior ganho a sua empresa:

  • Rastreabilidade dos ativos;
  • Otimização do uso dos ativos em todo seu ciclo de vida;
  • Aumento da disponibilidade dos ativos;
  • Redução dos custos em reparos e aumento de produtividade;
  • Melhoria do planejamento das ações sob os ativos;
  • Qualidade dos serviços prestados aos clientes;
  • Maximização dos resultados da empresa;
  • Segurança e conformidade com as regulamentações.

Escolhendo um Sistema

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Pois bem, para se ter todo esse controle, é necessário um sistema e existem diversos sistemas que fazem isso muito bem.
Você precisa pesquisar, cotar e testar diversas soluções e decidir quais irão atender as suas necessidades.

Entre elas, temos a própria Microsoft que tem produtos para gerenciamento endpoints, ativos, políticas de uso de softwares, deploy de softwares e etc que é o System Center Configuration Manager, que faz parte da família System Center: System Center Configuration Manager, System Center Operations Manager, System Center Data Protection, Manager System Center Service, Manager System Center, Virtual Machines Manager.

E temos outros diversos fabricantes como a gigante Symantec com produtos para fazer personalização de pacotes e o Symantec Management Platform e Symantec Client Management Suite, para fazer dentre centenas de coisas, o deploy de software, sistemas operacionais e etc. E ainda muitas outras empresas como a LanDesk, a SysAid, Aranda, ZenDesk, Freshdesk, entre outras.

Existem também soluções gratuitas e open source, apenas para monitoramento, tais como o Zabbix, o Nagios.
Para instalar o Zabbix no Linux leia este Artigo.

Faça Sua Própria POC (Prove of Concept / Prova de Conceito), ou seja, Teste.

Se você tem conhecimentos de implantação de sistemas, estas empresas fornecem um trial gratuito de 30 a 60 dias para baixar os produtos, instalar em um servidor ou máquina virtual e começar a entender como elas funcionam. Você poderá baixar também o manual do Administrador (Administration Guide) e começar a conhecer melhor cada uma delas.

Projeto de Implantação

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Depois de escolher um sistema, você e o profissional ou equipe de implantação deverão se reunir para planejar as fases de implantação.

 

Geralmente as Fases Principais São:

1 – Descoberta dos seus ativos de TI;
Tarefa em que se especifica o nome do domínio (quando se tem um MS Active Directory na rede), ou range de IPs de sua rede e então, o sistema sai vasculhando nela e encontra os computadores, impressoras e equipamentos de rede.

2 – Instalação do agente;
A maioria das soluções são client/server, ou seja utilizam um software na máquina do usuário.
Este agente irá se comunicar com o servidor, rodar as tarefas agendadas na máquina.

3 – Inventário;
Rodar tarefa de coleta de inventário;
Esta tarefa iniciará a coleta de dados dos equipamentos, tais como, processador, memória, discos, softwares instalados e etc.

4 – Classificação; 
Checar os itens encontrados, e não classificados, e então classificá-los.
Agrupamento de Equipamentos (por departamento, empresa, local e etc)
Associar equipamentos com seus usuários, na configuração de cada um (as vezes é necessário)
Cadastramento dos contratos (de aquisição dos equipamentos, ou locação, datas que expiram e etc). Esta tarefa poderá começar após a implantação e pode levar mais tempo para concluir se a empresa tiver muitos contratos de hardware e software com diversos fornecedores).

4 – Parametrização;
Criação/customização de relatórios, monitoramentos, personalização das dashboards para o monitoramento, criação de alertas, bloqueios, liberações e etc.

E daí começa o CONTROLE!

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O Profisional de TI Certo + A Ferramentas Certa!

Com este tipo de ferramente e controle, e o profissional, (especialista em gestão de ativos e monitoramento), a empresa pode ter diversos benefícios, mas vou detalhar apenas 15 tipos de controles que a área pode ganhar. Com isso a área poderá saber:

  1. A quantidade exata de computadores, servidores, roteadores, switches, impressoras e etc de sua rede, e identificar furtos.
  2. Inventário de hardware e software de cada máquina, contendo diversas outras informações, como endereço IP, usuário e etc, de cada um delas.
  3. Alertar quando uma estação de trabalho em determinado dia estiver com alteração de hardware, como por exemplo, contendo menos memória ram do que no dia anterior, e saber se houve algum dano a o hardware ou identificar furtos.
  4. Medir ou Bloquear o uso de determinado software, o que gera produtividade e economia no corte de licenças quando o usuário não usa determinado software licenciado.
  5. Poderá saber (através dos alertas), quando algum serviço, ou processo de algum servidor parar, e o sistema poderá além de apontar na Dashboard em vermelho, enviar um e-mail, abrir um chamado para determinado analista, e enviar uma mensagem sms para o administrador.
  6. O mesmo pode acontecer com sites ou portais que saírem do ar, ou um roteador, switch e etc.
  7. Concentrar e Distribuir Atualizações: Da Microsoft (então desliga-se nos endpoints a atualização automática do Windows Update), e faz-se isso de forma gerenciada, com relatórios e capacidade de fazer rollback, caso algo der errado (como uma atualização que causa problema, o que acontece com certa frequência). E gerenciar atualizações de softwares de terceiros também, como o Java e o Flash, que distribuem atualizações constantemente devido as brechas de segurança que seus produtos abrem. E tudo isso reduz bastante o consumo de internet já que ele baixa apenas uma cópia no servidor de cada atualização, correção ou versão dos softwares e os distribuem pela LAN, evitando que cada máquina baixe da internet sua própria atualização e evitando que um analista de suporte vá até a máquina rodar um determinado update.
  8. Gerenciar a conformidade: Como uma máquina que não recebeu uma atualização de segurança da Microsoft, ou uma atualização de vacinas do software de antivírus, então você pode restringir esta máquina de fazer login na rede ou apenas rapidamente executar as tarefas para que ela entre em conformidade novamente.
  9. Verificar em tempo real o status de uma estação de trabalho, tal como consumo de memória, e cpu, espaço e disco e etc, e realizar tarefas de manutenção, como matar um processo, parar um serviço, entre diversos outros sem precisar habilitar uma sessão visual de acesso remoto.
  10. Fazer Deploy remoto de Softwares: Como explicado, distribuir softwares do servidor para determinada estação, departamento, grupo, domínio e etc.
  11. Fazer Deploy de Imagem de Sistema Operacional: Pode-se criar uma imagem limpa de um sistema operacional para determinado hardware e quando houver a necessidade de formatação de um PC, ou nova instalação em máquina adquiridas com esse harware, plugá-las na rede e do servidor instalar a imagem na máquina ou em um grupo de máquinas. Pode fazer-se assim um grupo de várias máquinas simultaneamente em menos de 20 minutos. Bem melhor do que a formatação e instalação de todos os drivers e programas manualmente, o que leva horas.
  12. Gerenciar configurações de consumo de energia elétrica, economizando em até 70% o consumo de cada máquina com o plano de energia ajustado pela ferramenta.
  13. Gerenciar os contratos e ser alertado previamente sobre o vencimento de cada um.
  14. Analisar e acompanhar a saúde geral do ambiente.
  15. Extrair Relatórios para tomar ações preventivas para diminuir os incidentes analisando a causa.

Entre outros diversos benefícios

Tudo isso em conjunto gera redução de downtime, prevenção de problemas, redução de custos, e melhoria na entrega de serviços de TI e satisfação do usuário. E com isso vem um melhor gerenciamento de Incidentes, Problemas e Mudanças, itens que a maioria dos sistemas que citei integram através de um módulo de Service Desk.

E isso pode ser extraído e apresentado por meio de Relatórios que estas ferramentas fornecem.

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Bom, isso é parte do que eu faço diariamente em minhas atribuições, que é implementar, parametrizar e gerenciar estes sistemas.

Mais sobre Gestão de TI:
Gestao da Tecnologia da Informacao – Introducao
Sobre Deploy de Softwares e Ciclo de Vida de TI 

É isso aí galera,

Abraços,

Cleuber

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Cleuber Silva Hashimoto. Administrador

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