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Sem Unity, Mobile e Convergência Saiba o Que Virá No Ubuntu 17.10

Ola pessoal,

Embora não seja uma notícia nova, pois veio à tona, em meados de Abril, vale a pena eu fazer o meu registro aqui.

Através de uma postagem em seu blog, o dono da Canonical, Mark Shuttleworth, anunciou que a Canonical irá encerrar seu investimento no Unity 8, Mir, Ubuntu para celulares e tablets, e que não seguirá mais em seu objetivo de levar o sistema a “convergência”.


Como estava a aparência do Unity 8.

Em uma admissão ainda mais impressionante, o fundador do Ubuntu acrescenta que o desktop do sistema “voltará para o GNOME a partir da versão 18.04 LTS”. Para quem não lembra, o Gnome era o ambiente padrão do sistema até a chegada do Unity.

Afirmou Shuttleworth:

Vamos continuar a produzir o desktop de código aberto mais utilizável do mundo, manter os lançamentos existentes do LTS, trabalhar com nossos parceiros comerciais para distribuir esse desktop, apoiar nossos clientes corporativos que confiam nele e deleitar os milhões de desenvolvedores IoT e Cloud que inovam em cima dele. 

Apesar da contundência com relação ao desenvolvimento de tecnologias e projetos que dominaram o projeto nos últimos anos, Shuttleworth reafirma a “paixão contínua, o investimento e o compromisso da Canonical com o desktop do Ubuntu em que milhões confiam”.

Todos os releases atuais do LTS continuarão a ser mantidos e suportados como esperado para o futuro. O desktop Unity 7 tem estado em modo de manutenção há vários anos.


Mark Shuttleworth aprensentando o Unity em um tablet. Projeto agora abandonado.

Contudo, ao falar do mercado mobile, o fundador do Ubuntu foi mais pragmático.

Eu estava errado sobre Ubuntu Phone. Eu considerei que, se a convergência fosse o futuro e pudéssemos entregá-lo como software livre, isso seria amplamente apreciado tanto na comunidade de software livre quanto na indústria de tecnologia, onde há uma frustração substancial com as alternativas existentes, fechadas disponíveis aos fabricantes. Eu estava errado em ambas as coisas.

Na comunidade, nossos esforços foram vistos como fragmentação, não inovação. E a indústria não se juntou à possibilidade. O que a equipe Unity8 forneceu até agora é lindo, utilizável e sólido, mas eu respeito que os mercados e a comunidade, em última análise, decidem quais produtos crescem e desaparecem.

A escolha é investir nas áreas que estão contribuindo para o crescimento da empresa. Esses são o próprio Ubuntu, para desktops, servidores e VMs, nossos produtos de infraestrutura em nuvem (OpenStack e Kubernetes), nossas capacidades de operações em nuvem (MAAS, LXD, Juju, BootStack) e nossa história de IoT em snaps e Ubuntu Core.

O fato é que o Unity não será o padrão a partir do Ubuntu 17.10.

Mas existem muitas novidades sobre o Ubuntu chegando aí já na próxima versão 17.10.

Novidades Ubuntu 17.10

A Canonical através do Will Cooke contou que o grande foco da Canonical e de todos os desenvolvedores do Ubuntu neste momento é a transição do Unity para o GNOME Shell para a versão final do Ubuntu 17.10 que vai ser lançado no dia 19 de outubro.

Também foi noticiado que agora o Ubuntu vai vir com uma sessão Unity que vai estar disponível na tela de login do Ubuntu 17.10.

Gnome Software Aprimorado e Integrado ao Snappy Store

Will Cooke também disse que a sessão original do GNOME não está atualmente instalada no Ubuntu, e ainda está sendo usado o Unity enquanto isso.

Houve uma reunião para se tratar do Snappy. Nesta reunião estavam presentes os representantes do Ubuntu Mate, GNOME Software, KDE, Elementary, Fedora e AppStream.

Eles estão discutindo implementações no gerenciador de pacotes gráficos do GNOME Software que é a loja do Gnome, para melhorar a visualização dos nomes dos pacotes, licenciamento e outros itens no que dizem respeito às informações dos pacotes, seria uma maneira de integrar o GNOME Software à Snappy Store.

LivePatch Integrado ao Ubuntu

O LivePatch permite que atualizações de segurança que são instaladas no kernel, (e que, por causa disso, exigiriam um reboot do sistema), sejam aplicadas ao kernel sem o reboot. Algo muito importante nos servidores Linux. Essa funcionalidade veio juntamente com o kernel 4, mas é mais usada em servidores, como o SUSE, Red Hat, e Ubuntu Server e etc. E para usá-la, por enquanto, é necessário fazer um registro e então a instalação.

Além disso, a Canonical quer que os usuários do Ubuntu saibam as atualizações que foram aplicadas e as que estão disponíveis, mas de uma forma mais clara, eles estão fazendo testes para integrar o LivePatch para o Ubuntu Desktop, e assim também fazer com que o gerenciador de atualizações exiba corretamente o status atual do LivePatch tudo isso para garantir que tudo esteja às claras para seus usuários, em especial àqueles que se preocupam com a segurança de seu sistema Ubuntu.

Ubuntu 17.10 pode vir com Netplan

Os desenvolvedores do atual Ubuntu 17.10 estão pensando em adotar o Netplan definitivamente, o projeto já tem mais de 1 ano de existência e claro, foi criado pelos próprios desenvolvedores Ubuntu. A ideia do Netplan é fornecer arquivos de configuração de rede /etc/netplan/*.yaml para todas as versões do Ubuntu, incluindo desktop, servidor, Snappy, MaaS e nuvem. Com o “netplan”, todos os instaladores gerarão apenas os arquivos de configuração de rede baseados em YAML em vez de /etc/network/interfaces, dando aos desenvolvedores do Ubuntu a flexibilidade de alternar dinamicamente entre backends múltiplos (NetworkManager ou networkd).

Ubuntu 17.10 pode adotar aceleração por hardware como padrão

E as novidades para o Ubuntu 17.10 e claro, para o projeto como um todo não param. Os desenvolvedores do Ubuntu já estão estudando adotar a aceleração por hardware como um padrão para o Ubuntu, isso foi dito no site do Ubuntu Insights eles estão tentando fazer com que a aceleração funcione perfeitamente em placas da Intel que é um dos fabricantes mais usados em computadores que rodam o Ubuntu, no entanto, alguns problemas estão aparecendo ao tentar usar o SDK da Intel e os testes ainda continuam. O grande X da questão é que, os desenvolvedores precisam ter acesso ao código do SDK, e existem duas opções, a primeira que é totalmente aberta e a segunda que também é aberta, ma depende da libVA que é proprietária, e aí é aonde vemos mais uma vez o software proprietário dificultando as coisas.

Não há nenhuma informação dada pela Intel em torno de abrir o VA-API. Por hora, os desenvolvedores do Ubuntu ainda não estão buscando o suporte ao Radeon OpenMAX/VA-API/VDPAU, usando os padrões de configuração Mesa, não sabemos o motivo, já que os usuários da Radeon, podem obter um excelente suporte de codificação/descodificação de vídeo de código aberto usando os componentes do driver principal. Esperamos que os desenvolvedores do Ubuntu decidam habilitar esses por padrão também, certamente seria uma boa ideia se tentassem estudar melhor os padrões mesas ou até mesmo fazer um breve estudo ou reunião com os mantenedores do Mesa para tentar verificar a possibilidade de descartar a libVA que esta atrasando o trabalho e não há como fazer um projeto reverso para lançar uma espécie de libVA aberta ou livre.

Acreditamos que uma leve pressão nos fóruns da AMD deve agitar a empresa e eles devem tirar o pé do bolso e começar a pensar no suporte ao Radeon RX Vega, em especial se tratando de distribuições populares como o Ubuntu e tantas outras que devem usar o Linux Kernel 4.13.

Ubuntu 17.10 poderá ser lançado com o Linux Kernel 4.13

O Ubuntu 17.10 pode vir o Linux Kernel 4.13, eles estão pensando nisso ainda, inclusive foi cogitado essa possibilidade de mudança essa semana na lista pública do Ubuntu tudo indica que pelo desenrolar do desenvolvimento do Linus, a versão 4.12 do Linux Kernel deve sair na primeira semana de Julho, claro, a versão final, muitos releases até julho devem sair em torno do Linux Kernel 4.12.

Pelo calendário do Ubuntu, o congelamento do Kernel no Ubuntu ocorre por volta do dia 5 de outubro, ou seja, quando uma versão do Kernel é escolhida até essa data, ela prevalece e não poderá mais ser alterada, pois os testes de tudo será feito usando o Kernel congelado como base.

O que mais vem preocupando o desenvolvimento do Ubuntu 17.10 é a falta de suporte do Kernel 4.13 a AMDGPU DC (DAL), ou seja, o famoso Radeon RX Vega. A AMD esta cochilando e dormindo no tempo, assim como a Nvidia foi no passado, claro, ela ainda as vezes atrasa, mas entrega, a questão é que a AMD nem se quer liberou o suporte para o Ubuntu 17.04 então se imagina que também não fará nada para o Ubuntu 17.10.

Conclusão

Bom, apesar do Unity não vir mais como ambiente Desktop padrão do Ubuntu 17.10 e provavelmente nem mais disponível na versão 18.04, temos muitas novidades interessantes no Ubuntu vindo por aí em breve.

Ainda não sabemos como serão todas as mudanças e novidades e como estará o sistema em Outubro, mas vale a pena ficarmos de olho nas notícias.

Abraço,

Cleuber

fontes:
insights.ubuntu.comedivalobrito, sempreupdate

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Cleuber Silva Hashimoto. Administrador

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