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Software Livre vs. Open Source vs. Software Proprietário vs. Software Grátis

Olá Pessoal,

Hoje vou explicar algo que traz um debate bastante polêmico. A diferença entre Software Livre e Open Source e também a diferença deles em relação ao software proprietário e software grátis, considerando os sistemas operacionais também.

Pesquisei bastante a respeito do assunto, porque, eu que tinha um conhecimento correto, mas não tão profundo sobre as diferenças, pudesse explicá-lo com mais detalhes. Minhas fontes de pesquisa incluem a Free Software Foundation (FSF), a Open Source Iniciative (OSI) e Wikipedia.

A Guerra Entre Usuários de Linux vs. Windows vs. Mac

Recentemente eu estava em um bate papo em um grupo de usuários de uma Distribuição Linux em uma rede social, falando sobre software livre. Percebi que alguns usuários de Linux defendem a ideia de que outros usuários de sistemas proprietários como o Windows ou Mac façam a migração para um sistema operacional baseado em kernel Linux e o uso apenas de programas do tipo Software Livre.

E alguns que defendem isso, o fazem se referindo a alguma distribuição Linux específica que defendem, contra principalmente usuários de Windows. Notei um certo comportamento “extremista” nesse sentido na maneira de julgar usuários de outros sistemas. Na verdade existem debates em comunidades Linux que “brigam” até mesmo entre os eles, em relação até mesmo a Distribuição Linux que é melhor ou a interface que é melhor.

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E esse tipo de comportamento nas redes sociais já é muito antigo e é uma discussão que parece que não terá fim. E imagino que em grupos de redes sociais onde se fala apenas de Windows aconteça o mesmo de forma invertida, pois já ouvi muito a respeito até mesmo pessoalmente. Coisas do tipo “que cara estranho, ele usa Linux” ou “aquele cara é gay, pois usa Mac” 😛 (risos). Parece-me que a falta de maturidade não tem fim.

Mas o que percebo é que alguns (que fique claro que não considero que são todos), que adotam esse tipo de postura, julgamento e causa, (em prol do Linux), muitas vezes, não sabem que existem diferenças entre Software Livre e Open Source, e muitos que usam Linux e defendem o uso de software livre, na verdade não estão usando um sistema operacional de Software Livre. Estranho não é? Mas eu explico (…). E na verdade este post é justamente para que quem pensa desta maneira, mas não conhece profundamente o assunto, possa entender melhor o que está defendendo.

Resumo das Ideologias

Estas duas ideologias podem causar muita confusão, mas vou resumir as definições antes de citar cada uma individualmente.

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1 – Software Livre: Ideologia criada por Richard Stallman (à direita na imagem acima), que criou a Free Software Foundation (FSF), e o Licenciamento GPL. Ela tem como objetivo a liberdade de uso, cópia, modificação, estudo do código do software, e licenciamento pela GPL. Tem como meta tornar todo software livre e erradicar o software com licença proprietária porque para Stallman e a FSF, eles são tratados como inimigos, e considerados um mal para a sociedade.

2 – Open Source: Movimento que visa em disponibilizar e abrir o código do software para que ele seja usado livremente, redistribuído, melhorado, e usado por empresas e usuários, mas sem tratar o software proprietário como inimigo. Um software Open Source pode ter licença proprietária. O objetivo é ter o código fonte para que ele seja sempre aprimorado de forma colaborativa. Não se trata a questão como ideológica e sim técnica. Exemplo: Os drivers proprietários da NVidia, são open source, mas a licença é da NVidia. A vantagem é que empresas que produzem em geral software proprietário, como a Microsoft podem criar software Open Source, sem precisar aderir à ideologia do software livre.

3 – FOSS/FLOSS (Free/Libre and Open Source Software): Esta é a categoria ou filosofia da maioria dos sistemas operacionais baseados em kernel Linux, que mesclam as duas primeiras, ou seja, elas possuem partes do sistema e/ou programas licenciados pela GPL e outros que não.

Resumidamente os dois primeiros são: Open source é o movimento que prefere a publicação do código fonte do programa, e diversos outros direitos, e é também uma metodologia de desenvolvimento colaborativo; software livre é um movimento social. Para o movimento Open Source, o software de licença proprietária não é uma solução ideal. Para o movimento Software Livre, o software de licença proprietária é um grave problema social e o software livre é a solução.

Quais Softwares Que Usamos São Livres e Quais São os Open Source?
Eles São Programas Apenas para Linux?

Existem muitos programas nessas categorias e a maioria deles são os dois, ou seja, São Livres (licenciados pela GPL) e são Open Source (possuem o código aberto, que também é um requisito do software livre). E muitos deles são multiplatafoma, ou seja, rodam em Linux, Windows, Mac a até Android. Exemplos populares são o navegador Mozilla Firefox e o editor de imagens Gimp.

O que temos que entender é que todo Software Livre é Open Source também (pois tem que ter o código aberto), mas nem todo software Open Source é Livre (pois nem todos são licenciados pela GPL e seguem as regras dela).

Tratando o sistema operacional como um software, pois é composto de softwares, no caso do Linux, uma distribuição poderá ser a mescla dos dois. Porém existem apenas 8 (não muito conhecidas/utilizadas, que são totalmente software livre e as citarei mais abaixo).

Todo Software Livre / Open Source é Gratuito?

Você já sabe que o software livre consiste na ideia de que você possa utilizar, distribuir, estudar o código-fonte e até modificá-lo, sem necessidade de pedir autorização ao seu desenvolvedor. Softwares nestas condições geralmente não requerem pagamento, mas isso não é regra: um programa pode ser livre, mas não necessariamente gratuito.

Uma pessoa pode pagar para receber um software livre ou cobrar para distribuir um programa nesta condição, por exemplo, desde que esta ação não entre em conflito com as liberdades apontadas pela Free Software Foundation. (explicarei estas liberdades mais abaixo).

Como exemplo, um programador pode desenvolver um aplicativo, disponibilizá-lo como software livre e vendê-lo em seu site, desde que não impeça o comprador de acessar o código-fonte, fazer alterações, redistribuir e assim por diante. O mesmo se dá ao Open Source.

Seria engraçado em uma situação pagar para ter um software Livre e em outra adquirir de graça um software proprietário, e isso é mais comum do que imaginamos. Mas o que acontece com mais frequência mesmo é o contrário, adquirir software Livre de graça e pagar para se ter software proprietário.

“Capiche?” (risos)

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Viram como a questão pode parecer complexa?

Agora, se você quiser estudar mais detalhadamente como isso surgiu, explicarei abaixo.
E mais abaixo alguns Sistemas Operacionais Totalmente Livres (e como eles são poucos).

Vamos lá?

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Breve História do Software Livre – Projeto Gnu / Linux / Licença GPL

Durante a década de 60, os computadores de grande porte, utilizados quase exclusivamente em grandes empresas e instituições governamentais, dominavam o mercado da Computação. Nesta época, não era comum do ponto de vista comercial a ideia do software como algo separado do hardware. O software era entregue junto com o código-fonte ou, em muitas vezes, apenas o código-fonte. Existiam grupos de usuários que compartilhavam código e informações. Assim, no início, o software era livre: pelo menos para aqueles que tinham acesso à tecnologia da época.

Em 1983, Richard Stallman, funcionário do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, passou por uma experiência negativa com software comercial e deu origem ao Projeto GNU. Durante o período que estava no MIT identificou uma falha no software de uma impressora Xerox. Tentou corrigi-la, mas a empresa não liberou o código-fonte. Esse fato motivou Richard Stallman a criar um mecanismo legal de garantia para que todos pudessem desfrutar dos direitos de copiar, redistribuir e modificar software, dando origem a Licença GPL – GNU Public License. Para institucionalizar o Projeto GNU, Stallman fundou a Free Software Foundation ( FSF). Nasce assim o Movimento do Software Livre.

Linus_Torvalds_(cropped)
Em julho de 1991, Linus Torvalds, um estudante finlandês da Universidade de Helsinki, divulgou uma mensagem mencionando sobre seu projeto de construir um núcleo livre, similar ao Minix, e obteve ajuda de vários desenvolvedores. Em setembro do mesmo ano, Linus lançou a versão oficial do que é hoje o Linux. Centenas de desenvolvedores se juntaram ao projeto para integrar todo o sistema GNU (compilador, editor de textos, shell, etc) em torno do núcleo do Linux. Nasce então, sob a licença GPL, o sistema operacional GNU/Linux.

 

Eric-Raymond-Mug
Em 1997, Eric Raymond, apresenta o artigo A catedral e o bazar, onde discute as vantagens técnicas do software livre e aborda os mecanismos de funcionamento do desenvolvimento descentralizado. Em 1998, Raymond foi um dos protagonistas, junto com Linus Torvalds, da criação da OSI, defendendo a adoção do software livre por razões técnicas e sugerindo o uso da expressão open source ao invés de free software, evitando a ambiguidade do termo free (que pode significar tanto livre quanto gratuito, na língua inglesa).

 

Free
Tirinha do site vidadeprogramador.com.br

A pluralidade de ideias e concorrência natural entre os sistemas e aplicações dentro do movimento software livre fazem parte de seu mecanismo de evolução, bem como influencia positivamente em sua qualidade. A concorrência entre os navegadores, ferramentas de escritório, gerenciador de janelas e banco de dados são os exemplos mais conhecidos. Do restante da história do software livre até os dias atuais podemos encontrar uma grande quantidade de soluções de alta qualidade que foram e estão sendo liberadas sob licenças livres, e em geral apoiadas tanto pela OSI quanto pela FSF.

Grátis x Free x Open

O Que é Software Grátis?

Apenas para não confundirmos;

Software Grátis não é a mesma coisa que software livre. Na língua inglesa existe uma ambiguidade causada por causa da gramática, pois as duas palavras, Livre e Grátis são “Free”. Por isso, os termos foram diferenciados pela FSF (Free Software Foundation) e OSI (Open Source Iniciative).

Um software pode ser distribuído gratuitamente, mas sua licença pode não ser livre, sendo proprietária e seu código fechado não podendo ser analisado muito menos alterado. Neste caso o software é considerado um freeware.

O Que é Software Livre?

fsf

Segundo a Free Software Foundation, é comum que a comunidade de usuários confunda softwares gratuitos (freewares) com softwares livres. No entanto, a fundação enfatiza que há um grande equívoco nisto e que usuários devem entender que um software livre – ao contrário de um software gratuito – é aquele que respeita a liberdade e senso de comunidade dos usuários. Richard Stallman cita que “para entender o conceito, pense em ‘liberdade de expressão’, não em “cerveja grátis”. Isto significa que um desenvolvedor que distribuir um software livre pode cobrar por isto ou fornecer o software de maneira gratuita.

Critérios do Software Livre

Para que o software seja livre realmente, ele precisa mais do que ser apenas distribuído gratuitamente, precisa estar sob a licença GPL, (general public license) criada pela FSF – Free Software Foundation, que considera um software como livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários:

  • Liberdade 0: A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito;
  • Liberdade 1: A liberdade de estudar o software;
  • Liberdade 2: A liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
  • Liberdade 3: A liberdade de modificar o programa e distribuir estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Abaixo um vídeo da FSF sobre Software Livre.

Exemplo de Distribuição Linux – Free Software: Trisquel Gnu/Linux

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As Limitadas Distribuições Linux Que São Totalmente Software Livre

Segundo a Gnu.org, existem apenas 8 Distribuições Linux Totalmente Livres, o que é um espanto para alguns que defendem o software livre acreditando que seus sistemas operacionais baseados em Kernel Linux sejam totalmente livres, e que de repente descobrem que não são.

Segundo a Gnu.org: “Nós desejamos que outras distribuições sejam completamente livres e que um dia possamos listá-las aqui.”

Distribuição Descrição
BLAG Linux and GNU BLAG Linux and GNU, uma distribuição GNU/Linux baseada em Fedora.
Dragora Dragora, uma distribuição independente baseada nos conceitos de simplicidade.
Dynebolic Dynebolic, uma distribuição GNU/Linux com ênfase especial em produção de áudio e vídeo.
gNewSense gNewSense, uma distribuição GNU/Linux baseada no Debian, com patrocínio da FSF.
Musix GNU+Linux Musix, uma distribuição GNU+Linux baseada no Knoppix e feita para produção de áudio.
Parabola GNU/Linux Parabola GNU/Linux, uma distribuição baseada no Arch que prioriza simples manutenção de pacotes e de sistema.
Trisquel Trisquel GNU/Linux, baseado no Ubuntu e designado para pequenos negócios, usuários domésticos e centros educacionais.
Ututo Ututo XS, uma distribuição GNU/Linux baseada no Gentoo. Ela foi a primeira distribuição completamente livre reconhecida pelo Projeto GNU.

O Que é Open Source?

garland_logoO termo código aberto, ou open source em inglês, foi criado pela OSI (Open Source Initiative) e se difere de um software livre por não respeitar as quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation (FSF), compartilhadas também pelo projeto Debian, nomeadamente em “Debian Free Software Guidelines (DFSG)”. Qualquer licença de software livre é também uma licença de código aberto (Open Source), mas o contrário nem sempre é verdade. Enquanto a FSF usa o termo “Software Livre” envolta de um discurso baseado em questões éticas, direitos e liberdade, a OSI usa o termo “Código Aberto” sob um ponto de vista puramente técnico, evitando (propositadamente) questões éticas. Esta nomenclatura e este discurso foram cunhados por Eric Raymond e outros fundadores da OSI com o objetivo de apresentar o software livre a empresas de uma forma mais comercial evitando o discurso ético.

A história do movimento Open Source confunde-se com as origens do UNIX, da Internet e da cultura “hacker“.

O rótulo “Open Source” surgiu em uma reunião em fevereiro de 1998. Tal debate juntou personalidades que se tornaram verdadeiras referências no que diz respeito ao Open Source, como Todd Anderson, Chris Peterson (Foresight Institute), Jon “Maddog” Hall e Larry Augustin (Linux International), Sam Ockman (Silicon Valley Linux User’s Group) e Eric Raymond.

Como a diferença entre os movimentos “Software Livre” e “Código Aberto” está apenas na argumentação em prol dos mesmos softwares, é comum que esses grupos se unam em diversas situações ou que sejam citados de uma forma agregadora através da sigla “FOSS” ouFLOSS” (Free/Libre and Open Source Software).

Os defensores do movimento Open Source sustentam que não se trata de algo anticapitalista ou anarquista, mas de uma alternativa ao modelo de negócio para a indústria de software. O modelo colaborativo de produção intelectual oferece um novo paradigma para o direito autoral. Algumas grandes empresas como IBM, HP, Intel e Dell também têm investido no software de código aberto, juntando esforços para a criação do Open Source Development Lab (OSDL), instituição destinada à criação de tecnologias de código aberto.

O Open Source Development – é o processo colaborativo de desenvolvimento de software

10 Critérios do Open Source

Apesar da SFS não acreditar que o OSI defenda a liberdade para os usuários, a OSI possui critérios bem bacanas também para os softwares classificados por eles.
Ela determina que um programa de código aberto deve garantir 10 itens:

Há 10 princípios fundamentais de software open-source:

1. O software deve ser livre para redistribuir.
2 . O programa deve incluir código fonte.
3 . A licença deve permitir que as pessoas a experimentar e redistribuir modificações.
4 . Os usuários têm o direito de saber quem é responsável pelo software que eles estão usando.
5. Não deve haver discriminação contra qualquer pessoa ou grupo.
6. A licença não deve restringir ninguém de fazer uso do programa em um campo específico.
7. Ninguém deve precisar adquirir uma licença adicional para usar ou redistribuir o programa.
8. A licença não deve ser específico para um produto.
9. A licença não deve restringir outro software.
10. A licença deve ser tecnologicamente neutra.

Diferenças Entre Software Livre e Open Source Segundo a FSF

Além claro do fato que o Open Source não precisa estar necessariamente sob licenciamento GPL, existem outras diferenças ideológicas que separam os dois grupos.
De acordo com a Free Software Foundation as diferenças nas definições são ideológicas:

O código aberto é uma metodologia de desenvolvimento; o software livre é um movimento social. Para o movimento do software livre, o software live é um imperativo ético, pois apenas o software livre respeita a liberdade dos usuários. Em contrapartida, a filosofia do código aberto considera os problemas em termos de como tornar o software “melhor” — e apenas num sentido prático. Ela diz que o software não-livre é uma solução inferior para o problema prático em questão.

Para o movimento do software livre, contudo, o software não-livre é um problema social e a solução é parar de usá-lo e migrar para o software livre.

Nós do movimento do software livre não vemos o código aberto como um empreendimento inimigo; o inimigo é o software (não-livre) proprietário. Porém, nós queremos que as pessoas saibam que apoiamos a liberdade, por isso não aceitamos ser rotulados erroneamente como partidários do código aberto.

Distribuições Linux FOSS – Free and Open Source Software

Todo sistema operacional é composto por diversos programas internos do sistema para que ele se auto mantenha e que o usuário comum geralmente não gerencia, e diversos programas e acessórios pré instalados que o usuário irá usar muito como navegador de internet, navegador de arquivos, editores de texto, terminal, e etc.

As distribuições Linux mais populares e mais usadas no mundo, não são consideradas apenas Software Livre ou Open Source, mas a mescla dos dois.
Sim, o Ubuntu, Fedora, Linux Mint, Elementary OS, CentOS etc e etc.

No exemplo do Ubuntu, você pode checar em “Nossa Filosofia”: http://www.ubuntu.com/about/about-ubuntu/our-philosophy. Lá é citada que a filosofia do Ubuntu é a mescla do Free Software (e suas 4 regras) + Open Source, (e suas 10 regras).

free and open

Abaixo um exemplo de free and open-source software: Linux Mint rodando Xfce desktop environment, Firefox, programa de calculadora, o calendário embutido, Vim, GIMP, and VLC media player

Desktop-Linux-Mint

Conclusão

* Se você quer usar software totalmente livre, estará limitado a uma dessas distribuições Linux listadas pela Gnu.org, e programas sob a licença GPL.

* Se em contrapartida é adepto ao FOSS/FLOSS (Free and Open source Software), então estará usando provavelmente alguma outra distribuição popular como Ubuntu, Mint, Fedora, e etc e poderá usar uma gama um pouco maior de sistemas e programas incluindo os de licenças proprietárias.

* Se usa os sistemas operacionais pagos Windows ou Mac, e diversos programas pagos, então está dentro da definição de Software Não-Livre / proprietário.

Misturando tudo…

* Se você usa Sistemas operacionais proprietários como Windows e Mac, poderá usar programas gratuitos, mas com licença proprietária, os chamados freewares, e poderá também usar software livre sob licença GPL, além de programas proprietários pagos.

* Em situação invertida, poderá, em sistemas FOSS, como no Ubuntu, usar programas proprietários. Por exemplo, usar o Java, VMWare, Adobe Flash Player, games pagos dentro de seu Linux.

Minha opinião

Eu acredito que somos livres conforme a constituição e leis de nosso país para criar produtos de nosso intelecto e comercializá-los, bem como adquirir legalmente e usar sistemas e softwares que precisamos e o que melhor nos atenderá, seja pago ou gratuito, sob licença GPL ou Proprietária.
Graças a esses direitos, já implementei muito nessa vida, nas empresas que prestei e presto serviços, sistemas tanto Open Source, quanto Livre, e também proprietários quando solicitado e quando isso é o melhor caminho para a empresa, e o mesmo se dá no uso pessoal, em relação aos sistemas/softwares/drivers/games – sejam Livres, Open Source ou Proprietários e Pagos. Vejo que existem diversos sistemas pagos que as empresas precisam que ainda não há substitutos livres para os tais. E vejo que sem o software livre e open source muitas coisas que usufruimos em tecnologia simplesmente não existiriam, visto que o Linux roda em mais de 90% dos supercomputadores do mundo, além de hospedar sistemas, sites, bancos de dados e incontáveis serviços que utilizamos frequentemente.

O que é Ruim nos dois sentidos

O que acho que não é legal e é contraditório, é quando um usuário defende o uso do software proprietário e pago, como os que defendem o Windows como melhor sistema que existe, quando na verdade, ele usa o Windows pirata e programas piratas/”craqueados” em seu computador.

Assim como é contraditório incitar ao uso apenas de software livre e estar usando uma Distribuição Linux e programas que não sejam livres, (e vimos que são poucas as distros totalmente Livres segundo a gnu.org). Além de softwares proprietários como o Java, o Flash, e etc e etc.

E o que é o Ideal?

O legal é que se for se tornar um adepto a uma ideologia, procure estar em total conformidade com ela. 😉

É isso aí.

Abraços,

Cleuber

 

Fontes:
http://www.fsf.org/
http://opensource.org/
http://www.infowester.com/freexopen.php

https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
http://www.gnu.org/distros/free-distros.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_aberto
https://en.wikipedia.org/wiki/Free_and_open-source_software
https://en.wikipedia.org/wiki/Open-source_software_development
http://www.gnu.org/philosophy/open-source-misses-the-point.pt-br.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre#A_diferen.C3.A7a_entre_Software_Livre_e_Software_Gratuito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre#Ideologia:_as_diferen.C3.A7as_entre_Software_Livre_e_C.C3.B3digo_Aberto

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Cleuber Silva Hashimoto. Administrador

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