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O Ubuntu Edge morreu, mas o sonho não acabou

Estamos aqui reunidos para lamentar a morte do Ubuntu Edge. Este ambicioso projeto tentou eliminar as distinções entre o smartphone e o PC, e embora tenha existido por apenas um breve período, brilhou o suficiente para que seu legado persista no coração de uma futura geração de smartphones.

A audácia do projeto estava visível desde o começo. Equipado com hardware avançadíssimo e rodando não menos do que três sistemas operacionais diferentes, o Edge certamente era capaz de se destacar quando o assunto eram as especificações técnicas. Mas além de toda a RAM, tela protegida por cristal de safira e trio de sistemas operacionais, o Ubuntu Edge foi um “profeta”, criado para nos levar a uma era onde um único aparelho seria capaz de controlar muitas telas, e ser muitas coisas: um smartphone quando você precisa de portabilidade, e um desktop quando é necessário ser produtivo.

É um conceito atraente. Milhares de pessoas declararam seu apoio, e mais de US$ 12 milhões foram arrecadados, superando todos os recordes anteriores de “crowdfunding”. Mas como muitos outros profetas ao longo dos séculos, o Ubuntu Edge morreu antes de atingis seu objetivo de US$ 32 milhões.

Mas a história não termina aqui.

O Ubuntu Edge sempre foi projetado para ser não mais do que apenas um passo na jornada visionária da Canonical rumo ao futuro. Um passo inspirador e glorioso, sim, mas apenas um passo, e sempre destinado ao fracasso. A visão do Ubuntu Edge já está atraindo operadoras como mariposas são atraídas pela luz, e de acordo com a Canonical, há fabricantes juntando a coragem para levar adiante as idéias do Edge, com os primeiros smartphones Ubuntu projetados para chegar ao mercado em 2014.

Os discípulos do Edge não serão tão inspiradores quanto o próprio, mas não precisarão ser. O Ubuntu Edge era um sonho, mas aparelhos menos sofisticados baseados no Ubuntu Mobile são a realidade à qual a Canonical quer chegar.

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Uma visão para o futuro

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Mas os fiéis não precisam temer. Mesmo que os smartphones atuais não consigam realizar o sonho, os melhores dias do Ubuntu Edge ainda podem estar pela frente. Nas palavras de Ben Bajarin, diretor de tecnologia de consumo da Creative Strategies:

“O Ubuntu Edge tem um paradigma de interface muito centrado no futuro”, me disse ele recentemente, nos últimos dias da campanha. “Não acredito que seja algo que veremos “estourar” logo… acredito que um dia, quando tivermos tanto poder de processamento em nossos smartphones e tablets que não haverá motivo para que eles não possam controlar todas estas outras telas e se tornar todos estes outros PCs. E acredito que o que a Canonical está fazendo com seu software de modo “duplo” é bastante interessante.”

“É um conceito muito intrigante, e podemos argumentar que ao longo dos próximos 5 ou 10 anos, todas a tecnologia necessária estará disponível para oferecer uma experiência tão boa quanto a que você tem hoje em um notebook ou desktop”.

 

Fonte: PCWorld

 

 

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